O QUE OS AUTOS REVELAM
Seis constatações que
abalam a tese da defesa
O que a PF, o Banco Central e as próprias peças do inquérito mostram — em linguagem simples, com referência ao documento original.
01
Carteiras de crédito sem lastro
Perícia da PF concluiu que o Master vendeu ao BRB, no fim de 2024, direitos creditórios de R$ 12,2 bilhões via CCBs — e que, na frase dos autos, “nenhum crédito pôde ser confirmado”. Uma das carteiras custou R$ 4,05 bi em dinheiro público.
02
R$ 131 milhões a um escritório de advogados
Contrato de novembro de 2024 entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, então do Conselho Nacional de Justiça: R$ 131 mi, R$ 108 mi líquidos. Mesmo período em que seu marido, Flávio de Moraes, atuava em temas correlatos.
03
Servidores do Banco Central na órbita
Dois servidores do BC — Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana — teriam recebido até R$ 760 mil mensais do grupo, com viagens a eventos em Tóquio, Genebra e Nova York. É a porta de entrada da suspeita de vazamentos e favorecimento regulatório.
04
“A Turma”, “Os Meninos” e o “Sicário”
A operação mapeou três núcleos: um com R$ 200 bi movimentados, outro composto por policiais e hackers que teria invadido sistemas da própria PF, e o núcleo carioca do “Sicário” — ex-militar que executava demandas do grupo.
05
O celular de Vorcaro aponta Moraes e Gonet
Mensagens e contatos extraídos do aparelho de Vorcaro mencionariam, no contexto do “Projeto DV”, ministros do próprio STF e o procurador-geral — Paulo André. O material virou a crise institucional que levou à abertura dos autos.
06
Preferência regulatória em tempo recorde
Enquanto o BC monitorava o Master, o BRB comprou as carteiras depois de alertas da diretoria de fiscalização — e a liberação de um limite operacional teria saltado de R$ 100 mi para R$ 4,1 bi em poucas semanas, conforme a PF.